Para aqueles que ainda não sabem, este blog nasceu da necessidade de criar um portfólio para o trabalho final da disciplina Tecnologia das Construções I (TEC I), cursada no 4º período do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPB, e ministrada pela professora Angelina Costa.
O nosso grupo, formado pelos colaboradores deste site, decidiu reunir os assuntos estudados em TEC através de um blog, objetivo e acessível para todos. O trabalho foi apresentado na semana passada, e agora estamos aguardando ansiosos pela nossa nota.
Nossa proposta é continuar atualizando o TecPonto no decorrer do curso, trazendo à tona os mais diversos assuntos relacionados à arquitetura, ao urbanismo, às tecnologias, entre outros.
Aproveitamos a deixa, pra disponibilizar aqui o link para mais um portfólio, agora de outro grupo da nossa sala. A animação "Até chegar na aula..." foi concebida por Andrea Pedrosa, Ariadne Marques e Aline Carolino. E é mais uma maneira divertida de revisar tudo que foi aprendido nesta disciplina. Parabéns, meninas!
Curtam o filminho:
E parabéns também à todos os outros grupos, os trabalhos ficaram lindos! Se possível, mostraremos por aqui com todo carinho.
As ligações entre as peças estruturais de bambu tem sido tema recente para pesquisas, visto que é uma forma de viabilizar esse material em obras destinadas à habitação, principalmente. Você já se perguntou como são feitas essas ligações?
RECOMENDAÇÕES
Antes de partir pra os tipos de ligações, há algumas recomendações que devemos saber. O bambu tem baixa resistência ao cisalhamento, o que deve ser considerado no desenho das juntas. A presença dos nós nas ligações aumenta em 50% a resistência ao cisalhamento ao longo das fibras.
Outro aspecto que deve ser conhecido é que em cada um dos extremos das peças envolvidos nas ligações deve-se coincidir a existência de um nó. Caso contrário, as cargas verticais transmitidas neste apoio podem causar um esmagamento das peças, comprometendo as ligações. Porém, não sendo possível a coincidência dos nós em cada extremidade das peças, pode-se optar pela utilização de um segmento em madeira ou mesmo um nó de bambu, de mesmo diâmetro em seu interior.
Em nenhuma hipótese deve-se fazer cavas nas vigas, pois devido à predominância de fibras verticais no bambu, estas vigas facilmente se romperiam. Os encaixes devem ser realizados apenas em peças verticais.
TIPOS DE LIGAÇÕES
Peças Parafusadas
O bambu não resiste às pregações, devido a sua constituição basicamente composta por fibras paralelas muito longas, com densidade específica muito alta, principalmente nas paredes externas, com grande tendência ao fendilhamento (Vão se acostumando com essas expressões...). As ligações mais indicadas, por proporcionar maior estabilidade, são as parafusadas, pois há um corte das fibras, sem o afastamento entre elas, evitando, assim, as fissuras.
A grande vantagem desse tipo de ligação é permitir ajustes de acordo com a trabalhabilidade do material em relação às variações da umidade relativa do ar, ou ainda, do término do processo de secagem de peças utilizadas, não devidamente secas. É comum o uso de peças cilíndricas de madeira no interior do bambu. No entanto, essa solução não é satisfatória no sentido de impedir uma produção padronizada e industrializada, devido à variação do diâmetro interno das peças.
Em alguns casos, é feita a injeção de concreto nos entrenós que fazem parte das ligações, ou seja, somente nos segmentos que serão parafusados. A ligação entre as peças, nesse caso, consiste na abertura de um orifício na parte superior do colmo de bambu parafusado, onde, após o término do travamento de toda a estrutura, é injetado o concreto. Esta ligação é citada em várias bibliografias por possuir execelente desempenho na aplicação estrutural do bambu.
Peças amarradas
Pouco eficiente, porém muito utilizada, as ligações realizadas apenas com cordas e arames não possuem rigidez satisfatória para a utilização como estruturas, pois o bambu possui um alto índice de retrabilidade.
Desta maneira, para aumentar a rigidez nas ligações amarradas, recomenda-se a utilização simultânea de cavilhas de madeira, parafusos ou conexões metálicas para distribuir as forças aplicadas e evitar a torção na ligação. A técnica utilizada para se obter maior ajuste nas amarrações consiste no umedecimento das tiras de bambu, cordas de coco ou sisal antes de serem amarradas. Pode-se encontrar ainda amarras com outros tipos de materiais que garantam a estabilidade da peça, como, por exemplo, a estrutura d onde foram utilizados fios de aço retorcido, associados à borracha de silicone.
Peças encaixadas
Dotado de uma resina natural protetora, o bambu possuí uma superfície extremamente deslizante, o que dificulta o travamento das ligações. Desta maneira, várias formas de usinagem foram adotadas para evitar a movimentação das peças.
A maneira mais simples de ligar segmentos de bambu é pela sobreposição de colmos usinados de forma côncava, permitindo a fixação da peças que permanecem em sua forma roliça. Os cortes devem ser feitos sempre o mais próximo a um nó possível, aumentando, assim, a resistência da peça e evitando fissuras. Os entalhes devem ser feitos somente nas peças verticais para evitar a ruptura por cisalhamento.
Referências:
CARDOSO JUNIOR, Rubens. Arquitetura com Bambu. Rio de Janeiro: Agosto,2000.
Você já parou pra pensar no quanto a cobertura é importante nas edificações? Selecionamos um trabalho sobre cobertura, esclarecendo de uma maneira rápida as possíveis confusões entre os diferentes tipos de cobertura! Não deixe de ler. :)
Definição: É o conjunto dos materiais vedados pela estrutura do telhado e colocando a construção ao abrigo das intemperes (chuva, neve, vento, sol).
Cobertura de Ardôsia
Vantagens: Material impermeável, não quebradiço, não poroso, durável, flexível . Serve para todas as formas de teto e para todas as inclinações , 15% em vertical. Desvantagens: Fragilidade que torna a manutenção onerosa; a colocação exige mão de obra especializada e andaimes.
Cobertura de Telhas
Uma boa telha deve ser :
bem dura
sonora aos choques
não frágil
de porosidade inferior a 12 %
impermeável
resistente a agentes corrosivo
Classificação
Telha Plana ou Borgonha
Peças retangulares ou com lado arredondado (telhas de escama) Para tetos cônicos: telhas arredondadas ou de escamas arredondadas. Essas telhas apresentam-se com diversos coloridos e diferentes acabamentos, podendo ser também invernizadas Inclinações: Pode-se ir até a vertical.
Telhas de Encaixe ou Mecânicas
São das mais utilizadas. O dispositivo tem, por um lado, um revestimento de ressalto de cima para baixo, impedindo as subidas das águas e, por outro lado, um encaixe lateral garantindo a vedação das juntas laterais.
Isto permite (com relação as telhas planas) reduzir o número de telhas por metro quadrado coberto, de onde há economia de peso e armação.
Telhas Canal
São de origem romana e usada em construções coloniais. Quanto a sua forma são elementos simetroncônicos usados alternadamente dos dois lados.
Coberturas em Cimento
Telhas de Argamassa de Cimento São, propriamente, telhas de argamassa de cimento, coloridas na própria massa, de grande formato, apresentando duas ondulações; a colocação pode ser feita com junta reta ou cruzada. A maioria das telhas é garantida por trinta anos.
Coberturas Metálicas
Cobertura de Zinco É atacado pelos ácidos e alcális, portanto, não usar tetos de zinco para os edifícios industriais onde se encontram vapores ácidos ou básicos. Quebradiço em baixa temperatura (deve agora ser ligeiramente aquecido antes da modelagem).
Cobertura de Chumbo O chumbo resiste à oxidação e à maioria dos produtos agressivos da atmosfera. É mais caro do que os outros materiais, é recompensado porque a impermeabilidade perfeita que consegue reduzir os gastos de manutenção.
Cobertura de Alumínio
Cobertura de Aço Inoxidável É utilizado quando se quer obter: duração, resistência à corrosão, aspecto agradável, manutenção reduzida.
Cobertura de Policarbonato
Cabos de Aço A elevada resistência à tração, combinada com a eficiência da tração simples, faz do cabo de aço o elemento estrutural ideal para cobrir grandes distâncias. A eficácia e a economia são limitadas pelo problema de adaptação das cargas variáveis (ventos).
Treliças Com a combinação de triângulos elementares obtêm-se as treliças que servem para cobrir grandes vãos, através de elementos submetidos a tração e a compressão dispostas paralelamente e podem ter forma geométrica variada. Materiais mais convenientes: aço, alumínio, madeira. Existem também as treliças espaciais que são mais rígidas do que o sistema de treliças paralelas. Em superfícies circulares ou poligonais, empregam-se também como solução de cobertura - treliças radiais conectadas mediante cilindros tracionadas.
Arcos Funiculares Os arcos são utilizados para cobrir grandes vãos, e são utilizados há muitos séculos. A forma ideal de um arco é a de uma curva funicular invertid . Estaticamente, a semicircunferência é a forma parabólica é a mais usada, devido à facilidade de execução e estética.
Membrana A membrana resiste à pressão do vento, com o inconveniente de mover-se sob a ação de cargas variáveis. Devido ao seu escasso peso, a membrana vibra, e por isso, sua utilidade ocorre em coberturas temporárias. O emprego de membranas permite criar tetos de formas interessantes, pois são mais rígidos e mais estáveis . Os tetos de membrana são construídos em aço, alumínio e concreto armado.
Texto de:
ANA CRISTINA NAPOLI ANDRESSA MATIOLA CIZESKI LÚCIA HELENA CONTI VIVIANE CORRÊA
Os vidros especiais melhoram o desempenho energético das edificações e colaboram com a redução do uso de luz artificial, ao permitir a passagem de iluminação natural. Além de barrar a entrada de calor e ruído, eles atendem às normas de segurança para utilização em coberturas, fachadas e marquises.
Quanto mais envidraçadas as fachadas, maior a incidência de luz e calor solar no interior das edificações. Caso os raios do Sol não sejam barrados, certamente o edifício será um grande consumidor da energia que aciona os sistemas de ar condicionado, além de gerar desconforto ambiental aos seus usuários. Processos industriais de laminação, metalização e fabricação de insulados, entre outros, têm colocado no mercado vidros com eficiente desempenho para as mais diversas solicitações, em fachadas e coberturas. Eles garantem segurança e elevam os níveis de conforto térmico e acústico no interior das construções. Podem ainda manter a transparência, abrindo a construção para os exteriores. Quer saber mais?
Técnica ecossustentável usa bambu como principal material construtivo
Perto da cidade carioca de Niterói, encravada no meio da reserva do Parque Estadual da Serra da Tiririca, está a casa construída com uma técnica ecossustentável ainda incomum na cultura brasileira. No projeto residencial de 255 m2 da arquiteta Celina Llerena, o destaque é o bambu, usado como o principal material construtivo: tanto na estrutura quanto nas divisórias de ambientes, alizares de portas e janelas e das ventilações cruzadas na parte superior da construção.
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Minha gente! Vou compartilhar uma coisinha com vocês e deixá-los s-u-r-p-r-e-s-o-s!
Quantos tipos de vidro vocês podem me listar?! Eu listaria uns sete antes de ter acesso a essas informações, mas a coisa vai além do que a gente imagina:
VIDRO TEMPERADO
Este vidro é obtido através de um tratamento de têmpera, que consiste em aquecê-lo gradativamente até se atingir 700°C e, posteriormente, submetê-lo a um brusco resfriamento. Tal processo introduz no material tensões de tração e compressão, aumentando sua resistência a choques térmicos e mecânicos e tornando-o cinco vezes mais resistente que o vidro comum. Este é um tipo de vidro que não permite novos cortes, furos ou recortes depois de acabado.
Devido a tempera, vidro temperado tem uma característica bastante conhecida: quando fraturado, se fragmenta em pequenos pedaços, com arestas menos cortantes que o vidro comum. Essa é a razão pela qual é considerado um vidro de segurança.
VIDRO SEMI-TEMPERADO
Na produção desse tipo de vidro, a curva do resfriamento apresenta menor pressão, criando um nível de stress suficiente para um comportamento de fragmentos adequado à sua aplicação. Sua resistência mecânica é duas vezes superior que a do vidro comum.
VIDRO LAMINADO
É um vidro constituído por duas ou mais lâminas de vidro intercaladas por uma ou mais películas de Polivinil Butiral (PVB) – material plástico de alta resistência e elasticidade e de grande aderência. Ao quebrar, os fragmentos ficam aderidos ao PVB, reduzindo o risco de lesões corporais ou danos materiais. Tal película também garante uma barreira sonora e a filtragem de 99,5% dos raios UV. Olha só! Além disso, quando agregado ao vidro refletivo ou vidro low-e, obtém-se excelentes níveis de controle térmico.
VIDRO ARAMADO
É composto por uma malha metálica no interior do vidro, o que lhe confere alta resistência a impactos. Em caso de quebra, fica preso à rede metálica, evitando maiores acidente. Tradicionalmente, é um vidro impresso, translúcido e disponível em várias cores.
VIDRO SERIGRAFADO
Sua produção é realizada através da aplicação de esmalte cerâmico sobre a superfície do vidro, seguida por tratamento térmico de têmpera ou semi-têmpera. A aplicação de serigrafia pode ser feita sobre o vidro incolor, colorido, impresso ou refletivo. Este material possui as mesmas característicastécnicas do vidro temperado, com uma camada de tinta altamente resistente à abrasão.
VIDRO DUPLO OU VIDRO TERMO-ACÚSTICO OU VIDRO INSULADO
É formado por duas ou mais faces de vidro separadas por câmara de ar ou gás selada. Internamente ao perfil de alumínio, há um hidrossecante, impedindo seu embaçamento. Esse sistema pode ser composto por qualquer tipo de vidro, permitindo aliar vantagens técnicas e estéticas de pelo menos dois tipos de vidro. É um vidro que proporciona conforto acústico, principalmente com a associação da câmara de ar com vidros de espessuras diferentes ou com o uso do vidro laminado. O conforto térmico vai depender da distância interna entre as lâminas de vidro.
VIDRO DUPLO COM CRISTAL LÍQUIDO
Esse é muito interessante! Compõe-se por duas chapas de vidro, incolor ou colorido, entre os quais é colocado um filme de cristais líquidos em um campo elétrico. Quando esse campo é ativado, os cristais líquidos se alinham , tornando o vidro transparente. Quando o campo magnético é desativado, o vidro passa a ser translúcido, podendo-se repetir a operação quantas vezes desejar.
Também apresenta excelentes resultados para retro-projeções.
VIDRO REFLETIVO
Esses são vidros que levam um tratamento, no qual recebem óxidos metálicos, com a finalidade de refletir os raios solares, reduzindo a entrada de calor e a incidência de luz. Vistos pelo lado de fora, impedem a visão para o lado de dentro, durante o dia, e permitem a comum visualização do interior, durante a noite.
VIDRO AUTO-LIMPANTE
Recebe uma película com uma camada de partículas de dióxido de titânio (TiO2), que ao reagir com os raios ultravioletas do sol, desintegram as moléculas à base de carbono, eliminando totalmente a poeira orgânica. Quando a chuva ou um jato d’água atingem esse vidro, a água se espalha igualmente por toda a superfície do vidro, levando com ela toda a poeira. O revestimento auto-limpante deve ser instalado voltado para a face externa da aplicação.
VIDRO EXTRA-CLEAR
É mais claro e transparente que o padrão, pois sua massa contém menos adição de ferro. Portanto, é ideal para vidros com bordas aparentes e serigrafados. Pode ser laminado, temperado, duplo insulado e serigrafado.
VIDRO BAIXO-EMISSIVO OU LOW-E
É indicado para ambientes em que é necessária a baixa troca térmica, pois este vidro permite diminuí-la, devido à sua metalização baixo-emissiva. Sua eficiência vem de uma fina camada de óxido metálico aplicada em uma das faces do vidro. Esse tipo de material foi desenvolvido para ser aplicado em edifícios de países de clima frio que precisam manter o interior do edifício aquecido.
VIDRO BLINDADO
São painéis de vidro laminados resistentes a projéteis de armas de fogo. Podem ser aplicados em guaritas, guichês, fachadas, portas, etc. Quando não possui policarbonato, é composto por várias camadas de vidro laminado com PVB. Neste caso, é um vidro mais espesso, porém, mais barato. Com policarbonato, substitui a ultima chapa de vidro por uma chapa deste material unida com um filme de poliuretano. Já nesse caso, o custo é maior.
VIDRO CRISTAMÁRMOL
Outro muito legal! É um vidro pintado com imitação de vários granitos, podendo ser manufaturado, temperado e curvado. É aplicado nos mais diversos tipos de decoração, podendo substituir o granito.
Inclui cerâmica de revestimentos, como ladrilhos,azulejos e também potes,vasos,tijolos e outros objetos como louças.
Cerâmica Avançada:
exemplos são substratos parachipsde microprocessadores,cordieritacomo suporte paracatalisadorautomotivo, ferramentas de corte parausinagem, tijolosrefratáriospara fornos.
Definição
Placas Cerâmicas:
componentes cujas duas dimensões (largura e altura) predominam sobre uma terceira (espessura);
produzidas a partir de argilas e outras matérias-primas inorgânicas;
conformadas através de extrusão (tipo A) ou prensagem (tipo B)
sinterizadas por meio de processo térmico utilizadas como componente principal da camada mais externa de revestimentos cerâmicos de pisos e paredes.
Ladrilho:
é uma pequena placa de cerâmica, mármore, mosaico, etc., de vários formatos, utilizada para constituir um revestimento.
Azulejo:
é uma peça decerâmicade pouca espessura, geralmente quadrada, em que uma das faces évidrada, resultado da cozedura de um revestimento geralmente denominado comoesmalte, que se torna impermeável e brilhante.
Propriedades
Alta Resistência;
Durabilidade (excepcional resistência à degradação das placas cerâmicas contra a ação de todos os agentes agressivos ambientais);
Beleza e Diversidade (milhares de opções e estilos);
Produto Antialérgico
Preços para todos os bolsos;
Versatilidade (uso em qualquer ambiente);
Limpeza e higienização fáceis;
Fácil colocação;
Não propaga chamas;
Ampla rede de fabricantes brasileiros com padrões mundiais de qualidade;
Disponibilidade (presente em mais de 60.000 pontos de venda);